Ao chocolate

Uma viagem à terra do chocolate. #Suíça

8 de janeiro de 2017
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Se você é tão chocólatra quanto eu, prepare o passaporte para embarcar comigo nessa recente e deliciosa expedição à terra do chocolate.

A Suíça é considerada a capital do chocolate não só por suas inovações tecnológicas marcadas na história mas, também, por ter o maior consumo per capita de chocolate do mundo. Enquanto o suíço consome, em média, 12 kg de chocolate por ano, o brasileiro consome apenas 2,2 kg no mesmo período. O Brasil ainda tem muito mercado a conquistar e, para nós chocolateiros, isso é um grande (e gostoso) desafio.

Não é à toa que nos supermercados suíços os chocolates ocupem um espaço enorme nas gôndolas! E todos os chocolates são de boa qualidade. (Aqui está uma ótima ideia de presente)

Nas visitas às fábricas, notei que o suíço é muito produtivo e focado no trabalho. São rigorosos em relação à qualidade e bastante eficientes. Não existe a hora do cafezinho, bater papo no corredor e toda aquela falação que estamos acostumados a ver aqui no Brasil. O foco é 100%. É do perfil dos suíços não querer interferências enquanto estão trabalhando. Fica mesmo cada um na sua. Por outro lado, há pouca flexibilidade. O processo e a metodologia determinados são sempre obedecidos rigorosamente. E o resultado é fácil notar (e saborear): a qualidade está acima de tudo.

Nessa terra, o tema sempre foi levado a sério. Foram os suíços que fizeram dois avanços importantes para o chocolate. O primeiro foi em 1875, quando Henri Nestlé conseguiu incorporar o leite ao chocolate inventando, assim, o nosso queridinho chocolate ao leite. Depois, em 1879, Rudolph Lindt criou a tecnologia da “conchagem” – etapa fundamental na produção, responsável pela textura aveludada e pela cremosidade.

Percebi que, tanto em uma empresa pequena como em uma grande, lá, eles utilizam basicamente a mesma tecnologia e, na maioria das vezes, fazem o chocolate a partir do cacau. Cada um prepara seu próprio chocolate! Você pode estar achando estranho, mas é que no Brasil, as pequenas e médias chocolaterias, muitas vezes, compram o chocolate pronto para fazer a transformação em bombons e outros produtos de chocolate.

Eu que sou chocolateira, antes da viagem, não conhecia os chocolates suíços por traz dos bastidores, pois eles, geralmente, não são feitos para os transformadores e, sim, para o consumidor final. Por isso que no Brasil fala-se muito de chocolates belgas. Estes são os únicos importados próprios para a transformação, focados nas confeitarias, hotéis e restaurantes.

Comparando com a França, outra curiosidade foi verificar que os bombons e trufas na Suíça são muito tradicionais em formatos e sabores. Cansei de ver aquela trufa redonda tradicional, sempre do mesmo formato e os sabores padrões: avelã e amêndoa. Neste quesito os franceses dão um baile de variedades e combinações! Os franceses fazem trabalhos artísticos no chocolate e estão sempre inovando em sabores de bombons.

Talvez seja por isso que os chocolates suíços ficam conhecidos pelo nome da marca e os franceses pelo nome do chef.

Se você ficou com água na boca para tirar suas próprias impressões do chocolate suíço, anote as marcas mais bacanas para degustar por lá:

  • Läderach, fica perto de Zurich.
  • Sprüngli, tem a “confisserie”em Zurich que é o “must”
  • Maestrani
  • Lindt

A maioria das marcas oferece visita à fábrica para o público. E o passeio vale muito a pena! Para os mais apaixonados, existe ainda um trem do Chocolate para visitar a fábrica da Callier (Nestlé) perto de Montreux. Parece ser uma viagem imperdível! Dessa vez, não deu tempo. Mas é sempre bom deixar um motivo para uma próxima viagem :)

Se você tem alguma dica de viagem para degustar chocolate, compartilhe aqui!

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